No dia 22 de agosto, comemoramos o Dia do Folclore Brasileiro. A cultura do nosso país possui muitas lendas e mitos baseados nos costumes dos povos que nos formam. Indígenas, negros e europeus compartilharam hábitos que misturados resultaram o “jeitinho brasileiro” – marcado pela alegria.
Para celebrar essa data, a direção, docentes, discentes e funcionários da Escola Municipal Ribeira do Capim Assú organizaram uma festividade com contos e uma peça teatral relacionada a importância da obra de Monteiro Lobato para a formação da cultura brasileira. O imaginário criado pelo autor, principalmente por conta da realidade e similaridade de seus personagens, estimulam o desenvolvimento dos adolescentes do Ensino Fundamental do 6º ao 9º.
Monteiro Lobato: vida e obra folclórica
Nascido
em Taubaté, em 1882, Monteiro Lobato tornou-se
um dos mais representativos escritores brasileiros. Desde o período em que
morou no interior, deteve-se em observar e apontar os problemas e as
dificuldades que marcavam a vida das pessoas rurais. Não poupou esforços para
mostrar um Brasil desconhecido por muitos. Dessas observações, criou o
personagem Jeca Tatu, típico caipira acomodado e miserável do interior
paulista.
Lobato,
declarado nacionalista veemente, condenava qualquer influência estrangeira.
Valorizava a cultura regional e era fascinado por histórias, costumes e
crenças. Foi também um extraordinário contador de histórias e de casos
interessantes, logo, não é por acaso que se tornou um dos primeiros autores de
literatura infantil no Brasil. Seus personagens mais famosos são a boneca
Emília, Pedrinho, Narizinho, Dona Benta, Tia Anastácia, o sabugo de milho
Visconde de Sabugosa, o porco Rabicó, entre outros. Todos eles inseridos no
contexto do Sítio do Picapau Amarelo, um lugar simples em sua própria magia.
Monteiro
Lobato por meio das suas obras também ajudou a propagar lendas e mitos do
Brasil. Além de criar personalidades, Lobato foi responsável por popularizar
personagens do folclore para suas histórias, enriquecendo e ressaltando a
cultura nacional.
As riquezas do folclore brasileiro na
obra de Monteiro Lobato
Em
um de seus livros, intitulado Histórias
de Tia Anastácia, a boneca Emília explica a Pedrinho
o significado da palavra “folclore”: “Dona
Benta disse que folk quer dizer gente, povo; e lore quer dizer sabedoria, ciência.
Folclore são as coisas que o povo sabe por boca, de um contar para o outro, de
pais a filhos – os contos, as histórias, as anedotas, as superstições, as
bobagens populares”.
Quando
falamos no folclore brasileiro, a figura do Saci Pererê é, sem dúvida, a maior
lembrança. O Saci é um negrinho de uma perna só, muito peralta, e que apronta
travessuras o tempo todo. Os primeiros registros de suas histórias vêm dos
negros na região Sul do Brasil durante o período colonial, entre fins do século
XVIII e início do XIX.
Por
conta da sua influência, tornou-se personagem do Sítio do Picapau Amarelo, obra mais famosa de Lobato, em que as crendices e
supertições de Tia Anastácia, as histórias de Barnabé e as maldades da Cuca
enriquecem o universo da mais fantástica e singular obra da literatura infantil
de todos os tempos. Além do Saci, Monteiro Lobato coloca em evidência outros
elementos do folclore nacional como o Lobisomem, a Mula Sem-Cabeça, Boitatá,
Iara e o Curupira. Vale ressaltar a capacidade de Monteiro Lobato de misturar a
mitologia brasileira com personagens da mitologia grega, como a Medusa e
Netuno, além de Dom Quixote, capitão Gancho e personagens dos contos de fada,
como a Cinderela e o Pequeno-Polegar.
A
magnífica obra de Monteiro Lobato,
além de divulgar o folclore nacional, ultrapassou seu tempo, rompeu as
barreiras e se fixou como uma das grandes produções infantis de todos os
tempos.
Fonte:Redes Moderna