Governador da Bahia reage a rumores sobre sucessão estadual em discurso acalorado

 

ITAPÉ (BA) - 22/01 – Em evento institucional realizado nesta quinta-feira, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) utilizou a tribuna para responder diretamente a rumores políticos que circulam nos bastidores da sucessão estadual de 2026. Visivelmente incomodado, o chefe do Executivo baiano dedicou parte significativa de seu discurso a questões político-eleitorais, misturando referências religiosas, defesa partidária e recados internos ao partido.

O discurso ocorre no contexto de especulações sobre possíveis mudanças na composição da chapa governista para as próximas eleições. Informações circulando em Brasília indicam que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria convocado o ministro da Casa Civil, Rui Costa – ex-governador da Bahia –, para discutir uma possível alteração na chamada "cabeça de chapa" no estado, cenário que teria causado desconforto no Palácio de Ondina, sede do governo baiano.

Com tom exaltado em vários momentos, Jerônimo Rodrigues iniciou sua defesa com referências religiosas: "A palavra verdadeira é a palavra de Deus e vai superar qualquer mentira. Está colocada à mesa, sem dúvida alguma."

Em seguida, o governador fez questão de destacar os processos democráticos dentro do PT: "No nosso campo, nós alimentamos a democracia. Se tivesse qualquer nome para enriquecer o debate, iria sim para uma eleição interna do partido, mas não tem."

Um dos pontos mais significativos do discurso foi a confirmação pública de que o ministro Rui Costa seria pré-candidato ao Senado, não ao governo estadual: "O nome de Rui Costa, ele hoje inclusive falou em uma rádio, em Jequié. Reafirmou que colocou o nome para fazer uma boa disputa em torno do Senado. Não há problema. O problema seria se nós não tivéssemos bons nomes, mas nós temos."
Jerônimo concluiu sua intervenção com um apelo à coesão do grupo político governista: "Nós temos é que ter tranquilidade e firmeza para montar uma chapa competitiva que possa continuar cuidando do povo da Bahia e cuidando para que o presidente Lula seja reeleito no Brasil."

O discurso do governador em evento oficial evidencia a tensão crescente nos preparativos para 2026, quando a Bahia deverá ter eleições simultâneas para governo estadual e Senado Federal, além da disputa presidencial. A reação pública de Jerônimo sugere que as negociações sobre a composição das chapas petistas no estado ainda estão em aberto e geram atritos internos.

A situação na Bahia é particularmente sensível para o PT, já que o estado é considerado um reduto histórico do partido e desempenha papel crucial nas eleições nacionais. A manutenção da unidade na base aliada baiana será fundamental para os planos de reeleição de Lula em 2026.




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