Moradores do Jacarandá denunciam abandono de ladeira em Jordânia (MG)

 

Comunidade rural cobra cascalhamento e critica falta de atenção do poder público; prefeito Maxuel Torres é acionado nas redes sociais

Moradores da comunidade do Jacarandá, na zona rural de Jordânia, no Vale do Jequitinhonha, denunciam a situação crítica da ladeira conhecida como "ladeira da Dona Eva". Em relato enviado à reportagem, os residentes afirmam que a via está intransitável e que qualquer chuva já a torna "intrafegável" — impossibilitando o tráfego de veículos e colocando em risco o dia a dia de famílias que dependem do trecho para locomoção.

Com cerca de 10,8 mil habitantes, o município de Jordânia tem na zona rural grande parte de sua extensão territorial. A comunidade do Jacarandá, no entanto, alega estar esquecida. "Estamos vendo estrada sendo feita em todo lugar, e só aqui continua abandonada. Ou então fazem pela metade", desabafa um dos moradores.

O principal pedido da comunidade é o cascalhamento da ladeira, medida que melhoraria significativamente a trafegabilidade em dias de chuva. A situação afeta diretamente a rotina dos estudantes: segundo os relatos, o transporte escolar não consegue mais acessar o trecho, e os alunos precisam subir a ladeira todos os dias às 5h da manhã para pegar o veículo no ponto mais alto.

Em tom de cobrança, os moradores dirigiram um apelo público ao prefeito Maxuel Bonfim Torres (Republicanos), eleito para a gestão 2025-2028, por meio de rede social: "Venho pedir ao nosso prefeito que dê uma assistência para essa região. Se for possível, que seja feito um cascalhamento aqui." A insatisfação se estende ao Legislativo municipal: "E cadê os vereadores? Só aparecem em época de promessa e depois somem. Pedimos respeito e olhar para quem mora aqui também."

A administração municipal, no entanto, tem divulgado recentemente ações de infraestrutura rural em outras localidades, como as comunidades de Estrela e Ribeira, o que reforça o sentimento de abandono entre os moradores do Jacarandá.

A comunidade aguarda uma resposta e cobra que a ladeira da Dona Eva entre no cronograma de melhorias. Enquanto isso, a rotina de quem vive na região segue marcada pela dificuldade de acesso e pela sensação de que o poder público "só aparece em época de promessa".



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