Unidade funcionaria em prédio de antiga creche; em visita, constatou-se que menos da metade da obra foi concluída
A comunidade do distrito de Ribeira do Capim Assú, em Jordânia (MG), vive um misto de espera e apreensão em relação à construção da nova escola municipal. Nesta semana, a reportagem do Blog Ribeira visitou o prédio da antiga creche onde está prevista a instalação da unidade de ensino. O que moradores e a equipe de reportagem encontraram, no entanto, foi um canteiro de obras estagnado, sem equipes trabalhando diariamente ou sinais de avanço nos últimos dias.
De acordo com relatos de pais e lideranças locais, a gestão municipal assumiu publicamente o compromisso de entregar a unidade pronta até meados de 2026. “Na reunião com os pais, foi dito que a escola estaria funcionando aqui ainda no segundo semestre do ano de 2026. Mas, olhando o estado da obra, parece que não vão cumprir este ano”, desabafou uma moradora que preferiu não se identificar.
A construção ainda não possui telhado e está longe de iniciar a fase de acabamento, considerada a mais demorada. Segundo moradores, também está prevista a construção de duas salas anexas, o que deve alongar ainda mais o cronograma. Enquanto a nova sede não fica pronta, as aulas da escola municipal Ribeira do Capim Assú ocorrem provisoriamente no ginásio poliesportivo. A situação, segundo os responsáveis pelos alunos, é precária: as salas são divididas apenas por divisórias de “materite”, o que não garante isolamento acústico nem conforto térmico. “As crianças estudam no meio do barulho, e no calor é praticamente insuportável. Não é ambiente para ninguém, muito menos para uma sala de aula”, relatou uma mãe que frequenta a escola diariamente.
Diante do impasse, a população cobra esclarecimentos oficiais. “Queremos que o responsável pela obra venha a público dizer por que o projeto atrasou tanto e se há nova previsão de entrega. Não podemos ficar no escuro”, afirmou um representante da comunidade. O tema já havia sido levantado em reuniões anteriores. Em agosto de 2025, durante uma sessão da Câmara Itinerante de Jordânia no distrito, a reforma da escola foi mencionada como uma das principais demandas da população. Na ocasião, o prefeito Marx afirmou que seria necessário buscar recursos, estimando a reforma em pelo menos R$ 600 mil, e citou o alto endividamento herdado da gestão anterior como um entrave.

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