Professores de Potiraguá cobram celeridade e ampliação de verbas em reunião na Câmara


Em mais um capítulo da luta por recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), os professores da rede municipal de Potiraguá voltaram a se mobilizar nesta semana. Convocados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Bahia (APLB), na figura de seu presidente municipal, James Fagundes, os educadores lotaram as galerias da Câmara de Vereadores para cobrar agilidade na tramitação de um projeto que pode destinar à categoria um montante que já ultrapassa os R$ 10 milhões.

A reivindicação principal gira em torno de recursos acumulados ao longo dos anos, cujo valor original é de R$ 4 milhões. No entanto, com a incidência de juros, o montante total já chega a aproximadamente R$ 10 milhões. A posição da categoria é clara: se os R$ 4 milhões já eram de direito dos professores, os R$ 6 milhões em juros também devem ser repartidos com a classe, em igualdade de condições, conforme previsto no projeto que será enviado ao Legislativo.

A movimentação desta semana ocorreu em dois momentos. Primeiro, a APLB convocou uma reunião com todos os vereadores, que resultou na realização de uma sessão extraordinária antes da sessão municipal ordinária. Em seguida, os professores se dirigiram ao plenário para reivindicar o apoio dos parlamentares presentes.

O motivo da pressa é o atraso no cumprimento de um cronograma estabelecido em assembleia anterior. Na ocasião, ficou acordado que o processo chegaria à Câmara em até 25 dias para que uma resolução fosse tomada. Porém, conforme apurado durante a reunião, o processo sequer deu entrada na Casa Legislativa até o momento.

Diante da demora, a categoria pediu celeridade aos vereadores assim que o documento chegar oficialmente ao Legislativo. O pedido foi acolhido por unanimidade entre os presentes, que se comprometeram a apoiar a causa.

A expectativa agora é que, na próxima semana, haja um posicionamento conjunto do Poder Legislativo e do Poder Judiciário, em comum acordo com a APLB e toda a classe trabalhadora da educação municipal. A categoria permanece em estado de alerta, acompanhando de perto cada passo da tramitação.

Comentários