Protesto interdita BR-101 na Bahia em cobrança por regulação de paciente com leucemia

 

Manifestantes queimam pneus e bloqueiam rodovia nos dois sentidos na altura do km 285, em Laje; paciente de 30 anos aguarda transferência há 17 dias

Familiares e amigos de Joildo de Jesus Santos bloquearam totalmente a BR-101 na manhã desta segunda-feira (10), no trecho do km 285, em Laje, no Vale do Jiquiriçá, próximo ao Posto Grande Vale. O protesto cobra agilidade na regulação e transferência do paciente, que está internado há 17 dias no Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ) aguardando vaga em uma unidade especializada.

De acordo com informações da família, Joildo, de 30 anos, morador da localidade de Rio de Areia, zona rural de Laje, foi diagnosticado com leucemia mieloide aguda e necessita de atendimento especializado em onco-hematologia. A demora na regulação levou os familiares a realizarem a mobilização, utilizando pneus e galhos em chamas para impedir a passagem de veículos.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) informou que a interdição teve início por volta das 7h10 e que a ocorrência é acompanhada pela Delegacia da PRF de Santo Antônio de Jesus. Equipes da Polícia Militar também estiveram no local para dialogar com os manifestantes.

Com o bloqueio total da rodovia — uma das principais vias de ligação entre municípios do Recôncavo, Vale do Jiquiriçá e sul da Bahia —, um congestionamento se formou na região, afetando motoristas que trafegam pelo trecho.

O protesto ocorre um dia após o primeiro debate entre os candidatos ao Governo da Bahia, quando a fila da regulação voltou a ser alvo de discussão. Em vídeo gravado durante a manifestação, um dos participantes questionou as declarações do governador Jerônimo Rodrigues sobre os índices da regulação estadual. Segundo a família, já foram buscados apoios de representantes políticos na tentativa de agilizar o processo.

Até o momento da publicação, não havia informações confirmadas sobre a liberação da BR-101 nem sobre a transferência do paciente para uma unidade especializada. A família informou que poderia manter o bloqueio caso não houvesse uma resposta das autoridades.

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