Testemunha relata injúria racial em rodoviária de Cocos, na Bahia


Caso ocorreu na manhã desta quinta-feira (24), por volta das 5h20; Polícia Civil investiga

Uma cena de agressão e injúria racial foi presenciada na manhã desta quinta-feira (24) na rodoviária de Cocos, no oeste da Bahia. Segundo relato de uma testemunha que aguardava o ônibus no local, por volta das 5h20, um cidadão trabalhador, natural de Salvador, foi humilhado e agredido pelo proprietário da lanchonete da rodoviária.

De acordo com o relato, a vítima foi alvo de ofensas raciais e agressões físicas em uma situação descrita como "humilhante" pela testemunha, que preferiu não se identificar. O episódio ocorreu na presença de diversas pessoas que também aguardavam embarque.

"Não poderia tampar meus olhos e fingir que não estava vendo. Acionei imediatamente a polícia, registrei a ocorrência e gravei o que estava acontecendo", relatou a testemunha.

Ainda segundo o relato, a Polícia Militar da Bahia foi acionada, e a ocorrência foi registrada junto à Polícia Civil. O Ministério Público da Bahia e a Polícia Federal também foram mencionados nas redes sociais como órgãos que devem acompanhar o caso.

Racismo é crime inafiançável

No Brasil, o racismo é crime inafiançável e imprescritível, conforme previsto na Constituição Federal de 1988 e na Lei nº 7.716/1989. A pena para injúria racial, tipificada no Código Penal, pode chegar a reclusão de dois a cinco anos, além de multa.

A testemunha destacou a gravidade da situação e cobrou providências das autoridades:

"É inaceitável que, em pleno 2026, ainda tenhamos que presenciar situações como essa. Nenhum ser humano merece ser humilhado, discriminado ou agredido por causa da cor da sua pele."

Investigação

A reportagem não conseguiu contato com as autoridades citadas até a publicação desta matéria. O espaço permanece aberto para manifestações da Polícia Civil, do Ministério Público e da Polícia Federal sobre o andamento das investigações.

A comunidade local e internautas têm se mobilizado nas redes sociais com as hashtags #RacismoÉCrime, #RacismoNão, #Justiça e #CocosBahia, cobrando celeridade na apuração do caso e punição do responsável.

O silêncio não pode ser a resposta. Racismo se denuncia.

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