Funcionário voltava para casa após o turno quando foi surpreendido; caso ocorreu na última sexta-feira e será investigado pela polícia
Uma noite de sexta-feira transformou-se em um cenário de extrema tensão e violência para um guarda de segurança do Metrô da capital. Após terminar seu turno de trabalho, o profissional foi vítima de uma tentativa de assalto no trajeto para casa. Na luta corporal que se seguiu, o agente de segurança, em legítima defesa, conseguiu reverter a situação e desferiu uma facada no pescoço do suposto assaltante.
De acordo com informações preliminares, o guarda, cuja identidade foi preservada, foi abordado pelo criminoso em um momento de deslocamento. Durante a abordagem, houve uma intensa luta corporal entre os dois. O agente, portando uma faca própria, conseguiu atingir o pescoço do suspeito, neutralizando a ameaça.
O assaltante, ainda não identificado, foi socorrido por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e encaminhado a uma unidade de saúde da região. Ele sobreviveu ao ferimento e passa por tratamento médico. Seu estado de saúde foi descrito como estável, mas sob observação.
O guarda de segurança saiu ileso do confronto. Ele foi ouvido pela Polícia Civil no local e liberado após prestar esclarecimentos. A arma do crime, a faca utilizada pelo guarda, foi apreendida para perícia.
A delegacia responsável pelo caso abriu um inquérito para apurar todos os detalhes da ocorrência. A linha investigativa principal considera a legítima defesa, uma vez que o guarda foi atacado primeiro. No entanto, todos os aspectos do confronto serão minuciosamente analisados, incluindo a dinâmica da ação e a proporcionalidade da reação.
Testemunhas que presenciaram o momento pós-confronto foram localizadas e devem prestar depoimento.
O sindicato que representa a categoria dos agentes de segurança divulgou uma nota em solidariedade ao trabalhador, afirmando que o caso "expõe, mais uma vez, os riscos constantes a que estão submetidos os profissionais, não apenas durante a jornada de trabalho, mas também no deslocamento". Eles exigem maior segurança e políticas de proteção para os funcionários.
A administração do Metrô informou que está prestando todo o suporte necessário ao funcionário, incluindo assistência jurídica e psicológica, e aguarda o desenrolar das investigações para se pronunciar oficialmente.
O caso reacende o debate sobre a segurança dos trabalhadores em seus trajetos para casa, especialmente em horários noturnos, e sobre os limites da legítima defesa em situações de confronto direto.
A polícia reforça que a população deve evitar confrontos físicos em situações de assalto, priorizando a integridade física, mas ressalta que cada caso é analisado individualmente com base nas circunstâncias apresentadas.
Atualização: O suspeito permanece hospitalizado e será indiciado por tentativa de assalto assim que receber alta médica.

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