Sem agência bancária, população de Potiraguá sofre com filas e falta de dinheiro para saque

 

Aposentados enfrentam dificuldades diárias para ter acesso ao próprio benefício; comerciantes locais improvisam como correspondentes, mas nem sempre há numerário disponível

Moradores de Potiraguá, no sul da Bahia, convivem com um problema que se arrasta há anos: a falta de uma agência bancária na cidade. Sem alternativa oficial, a população, especialmente os aposentados, depende de correspondentes bancários improvisados em estabelecimentos comerciais para conseguir realizar saques e pagamentos. A situação, que já é crítica, se agrava nos dias de pagamento, quando filas quilométricas se formam e o dinheiro acaba antes mesmo de todos serem atendidos.

Na prática, locais como a mercearias se tornaram referência para quem precisa movimentar valores. Eles atuam como representantes de instituições financeiras, mas sem a estrutura necessária para atender a demanda de uma cidade inteira. Aposentados relatam que, muitas vezes, saem de casa cedinho, enfrentam longas esperas e, ao chegar no balcão, recebem a informação de que o numerário já acabou.

“A gente acorda cedo, pega fila, e quando vê já não tem mais dinheiro. É um desrespeito com quem trabalhou a vida inteira”, desabafa um morador que preferiu não se identificar.

A dificuldade impacta não apenas os beneficiários do INSS, mas todo o comércio local. Sem um banco físico, o fluxo de dinheiro na cidade fica comprometido, afetando diretamente pequenos negócios e a economia local. A população cobra uma solução definitiva da administração municipal.

Moradores ouvidos pela reportagem afirmam que já levaram o problema à prefeitura em diversas ocasiões, mas até agora nenhuma medida concreta foi tomada. Eles pedem que o poder público atue para atrair uma instituição bancária ao município.

“A cidade precisa de um banco. Não só para os aposentados, mas para fortalecer o comércio e dar dignidade ao nosso povo. Não é possível que em pleno século XXI a gente continue passando por isso”, afirma um comerciante da região.

Enquanto a solução não chega, a rotina de quem precisa do dinheiro em mãos continua sendo marcada pela incerteza e pela espera. A expectativa é de que a pressão popular leve as autoridades a buscarem alternativas viáveis para garantir um serviço essencial à população potiraguaense.




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